Amor impróprio...


Por estar cega de dor
Desejou amor no seu tempo
Suplicou pelo calor
E teve.
Teve mas sofreu da mesma forma.
Pulou em vão
Caiu e não era macio
Era duro e doía
Doía porque foi no seu tempo
No tempo que queria
O seu agora.
O seu hoje.
Nunca soube esperar o amanhã
Nunca aguentou
Não sabe o que é a solidão
Não se ama
Portanto, não sabe amar.
Não sabe o verdadeiro calor
Não sabe acalmar
Está onde está
Pela própria culpa
Pelo próprio orgulho
Nunca soube o que quis
Sempre indeciso
Sempre na lua
Sempre nos sonhos.
Sonhos irreais
Sonhos que nunca iriam acontecer
Ainda assim, quis permanecer no seu próprio mundo
Sabia que não se encaixava naquilo
Era daquela maneira
Daquela forma
Daquele jeito
E não mudaria.
Amar era seu maior dom
Não se amar, era seu carma
Agora faz chover diariamente
Ao amanhecer e ao anoitecer
E se pergunta
O que houve com todo o amor que deu.
 
(A Sonhadora)
 

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