Aprendiz...



Ela me ensinou valores.
Me mostrou coisas da vida que eu nunca pensei que fosse acontecer comigo.
Ela me deu motivos para sonhar.
Me deu chances que ninguém nunca ia me dar.

E com palavras..
Cantos..
Vida..
Momentos..
Ensinamentos..
Letras..
Histórias e amor... Ela me mostrou tudo que eu precisei saber sobre a vida.

Ela não foi  apenas uma amiga. Foi mais que isso.

Ela me deu um sonho.
Me ensinou a escrever, a ler e a entender os livros.
Ela me deu motivos para que meus sonhos sejam metas.
Não só isso.
É ela, isso é perfeito.

Eu nunca entendi o porquê dessa atenção toda. Eu só sei que por causa dela construí um sonho.

Quero poder me tornar como ela. A perfeita no que faz.

Posso não saber cantar, muito menos tocar violão ou ajudar as pessoas no que elas precisam. Mas ela me ensinou a escrever.

Por causa dela eu quis ser escritora.
Por causa dela eu continuei perseverando.
Por causa dela meus sonhos serão cumpridos.

Eu só não agradeço por isso tudo como também devo a minha vida inteira a ela.

Agora a minha meta principal é escrever um livro sobre a vida dela. Pode até parecer pouca coisa, mas desde que ela me deu um motivo para sonhar eu devo isso a ela.

Não sou a melhor escritora, mas quero ao menos chegar aos pés dela. Quero poder vê-la sorrir e depois chorar. Me abraçar e agradecer. Quero poder vê-la cantar pra mim mais uma vez. Sinto saudades, sabia?

E com isso, eu poder vê-la feliz para sempre.

Para: Dinair Fonte

Juntos...



Talvez quando as pessoas perceberem o que nós somos, elas vão parar de nos atrapalhar.

Talvez quando elas perceberem que Deus está com nós, elas vão parar de praguejar.

Talvez quando o mundo todo perceber o nosso amor, ele poderá ser um mundo melhor.

Mas enquanto isso não acontecer agente continua na mesma. Afinal, as lutas só acabaram de começar. Não vamos desistir. Somos fortes, mas só que juntos.

Porque longe de novo a fraqueza aparece. A tristeza toma conta de mim. A solidão é a minha única amiga. E os medos aumentam.

  Você não só me deixa feliz como também me faz amar cada vez mais.

Acho que a cada dia de briga e de desentendimentos ficamos mais fortes. Nós crescemos na mente, no coração e no relacionamento que é fortalecido. Isso faz parte, sabia?

Tenho a certeza que se um dia acabar, eu sei que isso não vai acontecer, eu jamais direi que me arrependi de ter te amado. E com isso, quem me perguntasse se eu ainda te teria em meu coração, eu gritaria para todo o mundo ouvir que você jamais síria dali.

Eu sei que você é mais que especial. É a minha única perfeição. E nesses momentos de desespero, o único nome que eu chamo é o seu. E se o problema é você, eu te ligo mesmo assim, porque você é meu amigo, lembra?

Mas de verdade? Nada mais importa além de te amar.
Você está aqui para lutar comigo.
Para enfrentar os problemas.
Para viver mesmo que a pobreza esteja ao nosso redor.
Para ser feliz mesmo que estejamos enfermos.
Para dizermos que o amor existe mesmo que a nossa idade não nos permita.
E, estamos juntos para mostrar para todos que quando se quer de verdade, Deus ajuda sempre.

Então... Se mais uma vez, essa distância ocorrer. Se essas pessoas quiserem nos destruir. Se o amor abaixar e a desconfiança acontecer. Pensaremos no começo.
Pediremos forças a Deus.
Conversaremos mesmo que estejamos com raiva.
E diremos que amamos um ao outro, para vermos o que é mais importante.

Saiba, que na vida tudo é complicado, e se nós dois queremos ser felizes, vamos ter que lutar de mãos dadas por toda uma vida.

Amo você...

Refúgio.....



  Ela veio. Linda e perfeita como sempre. Não sabia que ela chegaria tão depressa. Apenas com meus dezessete anos de vida.

  Lentamente e furtivamente.

  Eu a esperava. Estava deitado num chão gélido e tenebroso. Era o meio da rua.

Uma rua escura.
Um céu sem estrelas e sem lua.
Nuvens. Pingos.
Chuva.

E ela caminhava.

Eu sorri. Acenei mesmo deitado. Ela sorriu.

  Um sorriso maléfico e sombrio. Já dava para perceber.

Fui percebendo aos poucos. Suas roupas. Seu jeito de andar.

Vestido cinza. Andar lento e sombrio. Pele branca e pálida. Lábios vermelhos como rosas. Cabelos escorridos e brancos. Ela é linda.

  Em suas mãos, algo incontestável tinha. Uma foice e na outra uma garrafa fazia.

  Ela chegou até mim. Colocou a garrafa no chão e a abriu. Eu sorri mais uma vez. Ela disse:

“Não importa. A dor não virá. Apenas relaxe e sinta.”

  Com a foice ela desenhou um coração em meu peito. Com a sua mão arrancou-o com a maior delicadeza. Ele ainda batia. Por que?

  Ela sorriu. Dentes brilhantes e perfeitos. Que vontade de tê-la.

O meu coração era negro. Havia algo escrito nele. Tentei ler, não consegui. Ela me disse o que lá havia.

“Dor. Amor. Tristeza. Ódio. ... ”

Ela parou. Tinha o nome de alguém. Ela não pronunciou. Só disse que era a sétima letra do alfabeto. Não consegui pensar. Eu estava de partida.

  Ela me levantou. Eu olhei em volta. Chuva e mais chuva. E agora, criaturas irreconhecíveis.

“Demônios do paraíso...” Ela disse.

Eu sorri. Ela me levou até uma porta. Lá estava escrito: “Aqui é a sua melhor escolha.”

  Os demônios não eram feios. Pareciam anjos do inferno. Eu olhei pro lado. Vi algo inacreditável. Me assustei.

  Um ser de luz. Anjo? Não sabia. Do seu lado uma luz ofuscante. Todos se afastaram da luz, menos eu. Ela me chamava. Eu a desejava.

  Caminhei até a sua direção. Não enxergava quem ali estava. Mas me apaixonei.

Impulso! Olhei para trás. Vi todos curvados. Não me curvei.

Minha expressão entristeceu. Não queria aquela luz. Voltei ao meu desejo mais profundo.

Um suspiro. Abri a porta.

A  luz ofuscante se apagou. O ser de luz foi embora. O resto se levantou. Olharam pra mim. Sorriram. Eu sorri. Desmaiei.

  Acordei dentro de uma sala.

Escura. Vazia. Sombria. Silenciosa. Sem medo. Nunca tenho.

Me levantei. Olhei para as paredes. Imagens. Fotos espalhadas até pelo teto. Anjos. Demônios. Seres.

Não me assustei. Era meu quarto. Foi só um sonho. Que droga.

  Olho para o chão. Sangue. Mais uma vez. Lembrei do que houve.
Fazer o que...

 ..... O inferno é meu maior refúgio .....

7°: Notícia


  
  Eles se despediram. Ela sorriu. Ele sorriu também, mas seus olhos expressavam tristezas. Ele virou as costas e se foi.

  “Adeus” Dizia a sua mente. “Até mais ver” Dizia seu coração. Ele chorou. Ela sorriu ao entrar em casa porque ainda não sabia de nada.

  Sem ligações. Sem mensagens. Sem ir na casa um do outro. Sem conseguir viver. Sem o amor. O que fazer?

  Ela passou a semana trancada. Pensando nele. No seu sorriso. No seu amor. Ela se levanta.

  Percebeu então... A sua semana de agonia já tinha passado. Ela poderia vê-lo hoje.

  Não ligou, nem avisou nada. Foi visitá-lo.

  Ela se arrumou. Colocou a roupa que ele mais gostava. O seu melhor penteado. Viu-se com o seu cordão mais lindo que ele deu. Ela saiu. Caminhou e caminhou. Ela não quis pegar nenhuma condução. Resolveu andar e curtir aquele sol ameno e se controlar.

  Um passo de cada vez. Respiração ofegante. Coração acelerando à cada passo que dava. Ela sorriu. Só faltava mais três passos até a casa dele.
  Bateu na porta. Ela esperou calma e descontrolada.

  Ouve passos e choros. O que pode ter acontecido? A mulher abre a porta. Ela está chorando e chora mais ainda ao ver a menina linda em sua porta. É a mãe dele.

  A mulher pede para que a menina entre. Diz que em cima da mesa há um envelope enorme para ela.

  Ela pega. A mulher diz ao abraçá-la: “Perdoe-me.” Não se entende. E ela vai embora. Não vai para a sua casa, mas decide ir para a praia. Chega e senta na areia.

  Ela abre a carta. Uma foto cai. É ela e ele. A foto foi tirada a uma semana atrás, na manhã em que eles estavam na praia, deitados na areia. Ela sorri. Começa a ler a carta. Mas não percebeu o ser de luz que estava sentado ao seu lado.

  “Bom dia meu amor. Sei que estás sorrindo agora. Eu amo seu sorriso. Continue assim para o resto da vida. Bom, não pedi para minha mãe contar, não queria mais uma chorando. Mas uma coisa eu quero que você saiba. Eu morri. Não existo mais. Não sei pra onde fui e nem sei o que vou fazer. Mas não quero que você chore. Quero poder ver seus sorrisos todos os dias. Quero poder sentir a sua felicidade mesmo de longe.
  Não chore. Eu te amo. Mas agora que você sabe como é viver sem mim. Que tal fazer isso por uma vida inteira.
  Eu não te contei antes que isso iria acontecer porque não queria eu ficasses triste. Amo seu sorriso. Amo tudo em você.
  Saiba que de tudo que fizemos foi o melhor de toda a vida. Nossos abraços. Os beijos. Os carinhos. O amor. Foi tudo maravilhoso.
  Agora, nessa despedida, te peço. Não chore. Tenha certeza que eu sempre estarei ao seu lado. Agora, nesse momento olhe para o horizonte, eu sei que você está sentada na areia da praia. Olhe-o e saiba que eu te observo. De longe ou de perto.
  Eu sempre te amarei.”

  Ela não sabia o que fazer. Olhou o horizonte, deu um sorriso ameno e se levantou.

  O ser de luz não chorava, mas também não sorria. Estava preocupado com ela. O que fazer agora?

  Ela caminhou. Até a água. Tirou os sapatos e molhou seus pés. A foto e a carta na mão. Chorou.

  De repente ela decidiu jogar-se. Rapidamente o ser de luz a pegou no colo. Ela desmaiou.

  O ser de luz a levou. Deixou-a na cama de seu quarto e ficou lá.

  Ele sorriu, pois, sabia o que ia acontecer no final de tudo. E ficou ali até o dia virar e a noite permanecer calma. Até quando o sol aparecer.

O último suspiro de vida...



Eu andava devagar. Não corria, mesmo com aquela estrada vazia e escura.
Eu não tinha medo, mas a calmaria não habitava meu corpo.
O que fazer?
 Continuei a caminhar.
O céu estava escuro.
Sem estrelas e sem nuvens. Apenas a lua e eu.
Não sabia que horas eram porque não sabia pra onde eu ia.
Não chovia, mas o frio esfriava a minha alma. E isso aumentava.
Eu caminhava. Sem pressa. Sem rumo. Sem saber o que fazer.
Avisto então, um poste com uma luz cessante. Ela acendia e apagava sem parar. Era a única luz naquela rua escura e sombria. Sem medo, com certeza.
Eu respirei ao chegar perto daquela luz cessante.
Decidi sentar-me e pegar o livro. O nome dele? Não é preciso comentar.
Comecei a folheá-lo. Sorri. Fiquei triste depois. Normal. Eu sabia o que ia acontecer no final. Sempre é assim.
Então a luz do poste decidi apagar de vez. Tive que parar de ler.
Olho para cima e uma nuvem mais escura que a noite, começa a esconder a lua. A minha luz foi embora mais uma vez.
Decido me levantar. Olho para o lado. Alguém vem vindo. Fico parada. Não mostro nenhuma reação. Principalmente de medo.
Pego meu fone e coloco no ouvido. Uma música linda está tocando. Vermillion. Lenta e suave. Comecei a cantar.
Mais uma vez olho para o lado e dou de cara com um ser esquisito demais para aquela noite. Ele está a uns cinco palmos de mim.
Roupa preta. Botas. Sobretudo. Seu rosto era radiante naquela noite escura. Cabelos brancos ou cinzas, não consegui identificar. Olhos vermelhos.
Meu Deus!  Como isso pode existir?  Me assustei!
Ele olhava para mim como se quisesse a minha alma. Até decido oferecer. Ela estava congelada com aquele frio de matar.
Ele abriu o sobretudo lentamente. O que ele ia tirar dali?
De repente uma caixa. Vermelha, com uma faixa branca. O que seria?
Ele abaixa e deixa a caixa no chão. Olha pra mi mais uma vez. Chega vagarosamente ao pé do meu ouvido e diz: “Antes de suspirar faça um pedido.”
Não entendi.
Ele se vai. Lentamente pela escuridão. Passo á passo.
Olho para o chão. Lá está aquela caixa esquisita. Ela não é grande, mas também nem é pequena. Até que é bonita.
Eu a pego. Sem medo, mas com um pé atrás.
Abro-a com um suspiro que veio sem pedido.
Impulso. Relógios. Palmas. Gritos. Pedidos. Baque. Caí no chão.
Sem falar. Sem sentir.
Ouço passos.
Olho para cima. A lua está de volta, mas com uma cor negra demais para ser normal.
Olho para o lado. Alguém vem vindo.
Não sinto frio. Não respiro. Não sinto as batidas do meu coração.
Uma pessoa.
A mesma de antes. Seus olhos transpassavam terror. Eu gemi. Mas não sentia dor.
Ele olhou-me. Pegou a caixa. Agora a sua cor era prata e com a mesma listra branca. Tinha meu nome.
Ele olhou-me, se aproximou e disse: “Eu avisei. Agora o último suspiro é meu.”
Ele se levantou e se foi.
Então o cenário daquele lugar mudou.
Era quente e frio. Feliz e alegre. Tenebroso e calma. Vibrante e existencial.
Olho para todos os lados. Vejo rostos. Transformados. Acesos. Incessantes.
Demônios. Me olham. Me desejam. Me dizem... “ O último suspirar”
Então percebi que eu tinha morrido.
Resolvi descansar por toda uma eternidade.

Mostre a felicidade...



  Lembra-se daquele pedido? Sim, eu o fiz para que o mesmo erro não seja cometido.

  Eu te fiz prometer algo que para mim é mais importante que tudo. E foi isso. Você me prometeu. Então comecei a acreditar no nosso “Para sempre”.

  Mas não se esqueça dos erros e as confusões que eles causam.

  Meu coração é muito chato e se no meio da felicidade a dor penetra nele, então a dor que irá existir. Isso vai durar por muito tempo. Então decido me afastar das pessoas.

  Com isso preciso ficar apenas do seu lado e tentar te fazer com que você me faça sorrir e mais ninguém. Porque pode-se esquecer rápido, sabia?

  Então, agora me mostre a felicidade.

  Nesse meio de recuperação meu coração ainda está dolorido. Então se mostrares para ele toda a felicidade, ele ficará feliz novamente.

  Mas se você errar e errar. Vacilar e tropeçar. Ele vai sofrer mais uma vez. Desse modo ele vai querer a tristeza para toda a eternidade até encontrar algo ou alguém que o traga felicidade de novo.

  Por isso te fiz prometer. Não quero que acabe. Isso jamais poderá acontecer.

  Mas quando meu coração quer, ele consegue ter e eu nem posso argumentar para mostrá-lo que o meu grande amor está ali para me pegar nos braços e me fazer feliz.

  Ele é teimoso. Não ia ligar. Ia querer ser feliz do jeito dele. E se eu insistisse nesse amor ele ia se fechar, ficar frio e fazer a minha mente me mostrar que nunca vai ser você e nunca vai existir o “para sempre”.

  Não me faça mais sofrer.

Me observe e escute o que meu coração diz.

  Ele quer a felicidade dele de volta. Mas se nesses tropeços ele sofrer pela terceira vez, eu não poderei fazer nada.

  Por isso te peço...

  Me mostre o amor do primeiro dia mais uma vez.

Menina moleque ;D



  Talvez você queira aquela menina mais “menina”. Sabe? Aquela menina de vestido e salto.

  Desculpa, não sou assim, sou diferente.

  Não uso saia, uso bermuda.
  Não uso salto, uso tênis.

Ando com um andar moleque de ser, com um jeito bem diferente dos outros. Não ligo para o que as pessoas vão dizer. Gosto desse jeito e, ninguém pode mudar.

  Sei que podem não gostar do meu jeito. Pode me chamar de marrenta eu não ligo.

  Mas você deve gostar daquela menina simples e perfeita. Não sou.

Sou um ser que sonha demais.
Sou aquela que tem a mente fértil.
Não devo ser única, mas não sou igual.
Nunca gostei de bonecas, e de carrinhos, talvez.
Jogo o que me derem pra jogar, mas não me peça para usar maquiagem.

  Ainda sei que deves querer a sua mulher concorrida. Que por onde passa produz beleza. Que quando anda parece estar numa passarela.

  Talvez você queira aquela menina fã da Miley.
  Uma menina que não escute 50 cent.
  Talvez você queira uma princesa bailarina.
  Foi mal, eu tentei, não consegui.

  Quem sabe um dia você não consiga uma mulher assim bem sucedida.

Por enquanto meu papo é rap, rock e metal
Talvez futebol, mas prefiro basquete.
Quem sabe um skate, mas bicicleta é o meu hobby.
Pode ser um vídeo game. Quem topa um x1?

  Mas espera um pouco?

Eu sou delicada um tanto quanto preciso.

A flauta me atrai e a dança me distrai.
Dormir com ursos pra mim é normal.
E sorrir como se fosse uma “menininha”
É tão natural.

  Não sou tão diferente, mas também não sou igual.
  Não sou a delicadeza em pessoa, mas também nunca disse que eu era a brutalidade renascida em um corpo.
 Sou apenas a menina que tenta ser feliz.

E se você ama essa menina aceita-a como ela é. Ela tem esse jeito moleque de ser.

6°: O pedido



  O amor já tinha crescido demais desde aquele dia do primeiro beijo. Ele a amava. Ela o amava. Eles eram felizes. E essa felicidade já tinha cinco meses.

  Até que a dor aconteceu. Eles brigaram. Ela sofreu e ele não parecia ligar. Palavras nunca eram ditas por ele. Enquanto ela falava demais. Brigava. Tentava se entender. Mostrava para ele que o amava demais e que queria parar de sofrer.

  Então eles ficaram sem se ver por um longo tempo. Ele não entrava no MSN. Ela até entrava e não o via nunca. Ela já estava preocupada, mas seu orgulho não a deixava ligar para ele. O que deveria ter acontecido.

  Passou-se um mês. Ela chorava todas as noites, mas não vencia seu orgulho. Seu coração doía. Sua alma não estava mais ali. Seu amor estava longe então ela não conseguia amar.

  Então numa madrugada ás 4 horas da manhã ela recebe um telefonema. É ele. Ela desejou que fosse e realmente era. Ela já não estava dormindo porque não conseguia. Chorava demais ao atender o telefone.

- Alô? – diz ele

-Oi, meu amor. Aonde você esteve? – ela pergunta desesperadamente

-Calma, eu estou bem, mas preciso de uma coisa.

-O quê?

-Preciso que você me encontre agora.

-Impossível. Olha a hora que já é.

-Eu preciso disso, por favor, por mim.

  Ela para, pensa e repensa. Decide ir. Coloca uma roupa simples e se vai. Ele a espera na porta de sua casa.

  Os olhos dele estão cheios de lágrimas. Parece cansado, mas sorri rapidamente ao ver sua amada. Ela sorri e ao pé de sue ouvido diz: “Eu amo você, me desculpe.”

  Ele apenas sorri e diz: “Nós vamos para todos os lugares que você quiser ir. Comeremos tudo que pudermos. Cantaremos e correremos. Quero te dar toda a felicidade de uma vida inteira em apenas um dia.”

  Ela não entende o motivo disso tudo. Ela faz tudo por ele e resolve ir sem perguntar nada. A felicidade está no coração dos dois.

  Enquanto tudo começa a acontecer. Há um pássaro azul e um ser de luz ao lado dos dois. Eles não vêem, mas isso não tem importância.

  O ser de luz sorri com essa felicidade enquanto o passarinho cantarola. Mas mesmo assim a expressão do ser de luz é triste e preocupante. Ele sente que algo ruim vai acontecer.

  Bom, nada é reparado. Ele ela já estão na beira da praia vendo o sol nascer. Estão deitados na areia de mãos dadas. Enquanto o sol nasce ele olha para ela e diz: “Quero que você faça um sacrifício por nós dois. Preciso que agente fique sem se ver por uma semana inteira. Sem ligações nem mensagens. Sem se falar pela internet. Nada.”

  Ela se assusta e lágrimas correm de seus olhos. “Pra que isso?” Ela pergunta já soluçando.

  Ele a olha aflito e diz: “Não precisa de resposta. Só preciso que faça isso.”

  O desejo dela não era aquele, mas aceitou por ele. Então naquele nascer de sol ela fez seu pedido.

  “Quero viver ao seu lado para sempre.”

  Ela fez o pedido, sorriu e o abraçou. O ser de luz estava a sua frente. Ele tinha a expressão triste e mais uma vez fez o sinal de silêncio.

  “Perdoe-me por isso. Eu prometo cuidar de você quando ele for.”

O ser de luz fala isso e se vai. Some, feito poeira. A menina não entende mais fica calado. E ao quando o ser de luz disse isso o coração dela sentiu a pior dor de todas. A dor da perda. Ela não entendeu, mas continuou a abraçá-lo.

  E eles ficaram ali até não poderem mais. Se amaram e esqueceram dos problemas. Eles apenas queriam se amar como se fosse por uma vida inteira.

5°: Meu sorriso



  Ele acorda. Sorri. E lembra que aquela menina que ele conheceu a alguns anos atrás o beijou. Ele sorri mais uma vez. Um sorriso grande e prazeroso.

  Ele imaginou seu dia. Com ela. Beijando-a. Abraçando-a. Sorriu mais uma vez.

Lembrou do passado. De quando eles se conheceram. Era normal. Nenhum ligava para o outro. E agora? Agora um amor nasceu e ele quer que continue até que os dois caiam por toda a eternidade.

  Ele levantou. Andou e decidiu se arrumar. Já estava tarde ele tinha que se apreciar.

  O sol estava ameno. Não estava quente nem frio, estava confortável. Ele cantava ao andar. Sorriu ao saber que iria vê-la.

  Mas havia algo que ele ainda não acreditava. É ela. Aquela menina quieta e tímida do passado. A branquinha do sorriso pequeno. O que ela fazia ali na vida dele após anos sem nenhum contato?

  Seu coração batia. Suas pernas não paravam quietas. Ele sorriu mais uma vez e esse sorriso não saía de seu rosto.

  Ao andar até a casa da menina de seus sonhos um pássaro pousa em seu braço. Ele é azul claro e bem pequenino.

  O menino olha, sorri e pensa: “O que você faz aqui?”
O pássaro responde em seu pensamento: “Vim lhe mostrar que a felicidade bate em sua porta. Ela te espera de um jeito jamais se visto. E eu? Simplesmente amo você.”

  Ele se assusta. O pássaro azul vai embora céu á dentro. O menino continua a andar e andar. Até que encontra a sua frente seu anjo a lhe esperar.
  

4°: Verdade



 O ser de luz a observava. Era como se ele fosse um humano andando pelas ruas ao lado dela, mas sem ser visto.

  O que e quem ele era? Por que estava ali, e ao lado dela?

  Enquanto ele a seguia ela andava e sorria. Pulava. Girava. Gritava que o amava. E o ser de luz sorria ao ver cada gesto. Parecia que ele a amava.

  Ela entra em casa. Sorridente e elétrica. Sua mãe olha, sua irmã sorri mas não liga, seu pai não está, mas sente.

  A menininha está apaixonada! Alguém pensou isso.

  A menina entra no quarto, deita em sua cama e fica olhando para o teto. Ele é azul como o céu, tem estrelas desenhadas e uma lua cheia linda. É o que ela mais gosta de observar.

  Na cadeira perto da sua cama está o ser de luz. Ele sorri admirando-a de um jeito apaixonado. É engraçado e estranho. Ela não o vê, mas o seu gatinho vê.

  Ela caminha em direção ao ser de luz e sobe em seu colo e começa a miar. A menina olha, fica observando e para com toda a atenção voltada para aquela gato, sendo acariciado por não se sabe quem.

  O ser de luz olha-a como se ela pudesse vê-lo ali. Então de repente um vento frio entra pela janela. Ela fecha-a e vai até a mesa da cabeceira. Pega um pequeno caderninho e começa a escrever.

  O ser de luz chega ao ouvido dela e diz:

“ Só uma coisa... Cuidado a cada passo que você dá. Você pode perdê-lo no que virá mas poderá ser feliz aproveitando a felicidade que você tem.”

  Ela se assusta e olha para trás. Não há ninguém. O ser de luz sai pela janela e a menina adormece em cima do pequeno caderno prateado.

  E na janela por onde o ser de luz foi embora está um rastro de algo brilhoso que pode ser visto a quilômetros dali.

A Melhor Amiga



Verônica Costa Celestino da Silva...

Eu te proíbo de sair da minha vida.
Te proíbo de me esquecer.

Te aviso que se você chorar eu estarei lá para não deixar suas lágrimas caírem.
E você cair eu irei rir, mas depois te levantarei e direi: Não se
preocupe, eu estou aqui.

Sempre, mesmo que demore, irei te visitar.
Se um dia nos afastarmos, não tem importância, eu irei atrás de você mesmo que Deus não queira.
E se um dia agente brigar que agente se abrace e ria de tudo o que aconteceu.

Obrigada por sempre me fazer sorrir.
Sempre me escutar.
Por sempre fazer parte das minhas maluquices.

Obrigada por fazer parte do meu crescimento.
Por me dar presentes vindos do coração que só nós entendemos.
Por sempre estar ao meu lado.
Obrigada por um dia seus pais terem se conhecido e terem feito você.

Te agradeço por tudo e principalmente por ser a Minha Melhor Amiga.
Você sempre esteve nos momentos felizes e nos momentos tristes.
Te agradeço por me ajudar com as suas palavras suaves e simples.

Só você consegue, saiba disso.
E obrigada por me dar forças em tudo.
Lembra de quando choramos juntas? É, no mesmo disse nós rimos juntas.

Eu lembro quando você parou de falar comigo. Eu não tinha entendido o porquê disso, mas sei que quando você veio me pedir desculpas disse que era porque eu estava estranha com tudo.
Nunca mais faça isso. Eu amo você e quando a minha única melhor amiga faz isso não há mais porque viver.

Você é a única com quem eu sempre me importei.
Sempre amei.
Sempre me fez sorrir com coisas simples.

Quando dizem que amigos você encontra aos montes em cada esquina. É mentira. Só você me entende e consegue completar aquela menina que nunca se amenizou com outras. Só você sabe o que eu passo e passei.

Obrigada por ser única.
Amo você.

Volte a me amar...


  Não sei o que pôde acontecer com aquela felicidade toda. Desde quando ele disse que a amava e eu chorei até não poder mais. Eu não sei mais se existe amor.
 
A dor faz com que eu esqueça de tudo, e também faz com que eu esqueça-o.
  Sabem quem tem a solução pra isso?  Só ele.  Mas a amizade dele não parece existir entre nós.
 
 O fiz mostrar que ele se importa com eles e não percebeu. O fiz mostrar que os amigos são mais importantes do que um namoro que acabou de começar. Mas quem decide é ele. Quem tem que saber o que mais importa é ele.

  Se ele diz que vai ser pra sempre ele sabe que o que mais importa é nós, mas se ele diz que os amigos são mais importantes então sabe que não vai ser pra sempre.

  Apenas não quero terminar mais uma vez, passando anos e mais anos escrevendo coisas tristes relacionadas a isso, chorando porque ele não veio me ver, chorando porque ELA ainda o diz que é SEU, chorando por ele não se importar mais e nunca mais ter dito que me ama.

  Apenas quero continuar aquela felicidade de alguns meses atrás, eu sei que é você, que você a tem. Então me faça ter a certeza de que esse amor ainda existe.

  Se importe. Ligue. Preste atenção. Fale quando eu julgar. Me observe. Saiba o que me dizer quando eu chorar. Fique feliz quando eu ficar. Me ame sem perceber. Me beije quando eu me distrair. Limpe algo quando estiver sujo. Saiba ler meus pensamentos quando eu olho para você com o rosto triste.

  Não sei por que tem que ser assim, apenas sei que meu coração não é o mesmo desde o que aconteceu. Desde aquela “confusão”. A vida se embaraçou. O meu coração fechou. Aquela menina alegre e feliz virou a menina que você nunca ia conhecer.

  A fria. Fechada. Gelada. Quieta. Feliz longe de você. Sem conseguir sorrir ao seu lado. A que não se importa. Que não se preocupa. Que não tem argumentos para falar quando você está triste. Que volta a dar atenção aos amigos e esquecer de você.

  Quem você preferia? Se quer ela de volta. lute. Pense. Ache a solução.

  Você tem a solução. São simples palavras que podem ser ditas da boca pra fora ou podem ser vindas do coração. Só você sabe. Só você é a chave.

  Lembra quando você me disse eu só eu tinha o poder de te tirar da minha vida? Certo. Então não faça eu me arrepender para que isso aconteça.

  Não me deixe esperar. Não me deixe martelar coisas nada haver. Você sabe como sou. Sabe o que pode acontecer. Mas eu sempre vou te amar. Eu disse. Não foi o primeiro, mas é o verdadeiro. E como você me falou. Nada, nem ninguém pode nos atrapalhar. Mas te digo, uma pessoa que você disse que ama nos atrapalhou. E o que vocês fez? Nada. Até eu pedir, por favor, porque não agüentava mais.

  Pode parecer exagero. Pode ser obsessão. Pode parecer coisa de uma menina com a mente extremamente doentia. Mas na verdade é o medo que faz isso. Porque quando se ama quer se ter a pessoa só para si.


  Ah, e sabe porque eu não acabei com isso logo? Porque simplesmente eu não desisto da minha felicidade. Eu só tenho que fazer essa felicidade perceber que está me fazendo triste.
  
               Eu simplesmente te amo.

       “...Eu murmurei... Me perdoe por ser como sou...”

3°: Decidida


  
  Na sua cabeça ele ainda não era tão importante, mas estava ali. Em seu coração algo batia, mas não se sabia o que.

  E o sol se pôs mais uma vez. A luz subiu e ela decidiu amá-lo. Seria diferente dessa vez? Talvez os anjos resolvessem ajudá-la. Foi o que aconteceu.

  Numa tarde de sol ameno, numa praça atrás de um colégio, um beijo no rosto e um aperto de mão, quase um abraço.

  Ela sorriu. Ele sorriu. Andaram.

  Ele pegou sua mão como se fosse seu namorado e levou-a até algum lugar mais confortável. Ela estava sem atitude, e ele não prestava muita atenção.

  O rosto dela estava vermelho, sua mão suava, seu corpo tremia e seu coração começava a acelerar. E ele? Não se sabia, parecia calmo demais.

  Chegaram, sentaram e conversaram. Não havia mais ninguém, não havia suspeitas, não havia nenhum sentimento naquele momento. O que aconteceria?

  Ele queria, ela não tinha certeza. Rapidamente alguém aparece, ele sorri e eles retribuem. Um pensamento vem na mente dela.

  “O que fazer? Meu coração bate forte.”

  Estão um na frente do outro, sentados. Eles se abraçam e nesse momento ela vê um ser de luz. Asas negras, cabelo branco, sem camisa e com uma calça branca e jogada. Seus olhos são cinzas e expressam a certeza de alguma coisa.

  Ela olha e se assusta mais não se mexe. O ser de luz olha-a fixamente faz um sinal de silêncio e diz:

  “Eu sei o que você quer e você sabe. Essa é a sua felicidade. A única chance para derrotar as suas tristezas. Eu esperarei por você.”

  Ela não entende, mas seu coração compreende. Ela sorri e vagarosamente vai se soltando dele e seu rosto desliza no dele.
  Um olhar, a mesma respiração, o mesmo sorriso e a mesma felicidade. Ela fecha os olhos e se aproxima.

  O primeiro beijo. O coração acelera, as borboletas na barriga dançam e música mais bela que existe e o amor nasce.

  Não foi longo, mas foi mágico. Eles se olham mais uma vez e sorriem. O que fazer agora?

  O ser de luz mais uma vez aparece atrás dele e na frente dela. Ele sorri, faz um sinal para ela silenciar e mais uma vez diz:

  “Obrigada. Agora podemos ser felizes.”

  O ser se vai e mais uma vez ela fica sem entender nada. Apenas sorri e diz ao pé do ouvido dele: “Obrigada.”


Meu?


  
  Não consigo ver o futuro, quem dera eu poder fazer isso, aí poderia ver se você estaria nele ou se as visões que aparecem nos sonhos vão se realizar. E com isso eu poderia fazer de tudo para não acontecer.

  Mas nunca sei o que é e quem é. Mas por que tem que ser assim?
Não sei direito se mereço ou vou merecer. Mas tudo que se colhe se planta e estou com medo de plantar frutos podres.

  O que devo fazer para tirar essa angústia? Quem sabe eu não arranje uma arma ou simplesmente me jogue de uma ponte qualquer no meio das pedras.

  Só queria ser o que esse “...MEU...”, que ela disse significa.
Estou ao ponto de achar que você não é meu e sim dela.

  Mas uma coisa que eu percebo. O que falas sobre isso? NADA. Exatamente, NADA.

  Sabe como eu estou, sabe o que eu sinto e a sua vida vai numa simplicidade só enquanto a isso.
  Sei que o medo é grande, mas o que posso fazer se o amor é maior ainda?
  
  Só te aviso uma coisa. Quando você perceber que perdeu tente aprender que quando você é de alguém ninguém mais pode te chamar de “MEU”.