Pensamentos...




“E faz tempo que não sei o que é sentir isso.

Faz tempo que não tenho algo comigo para sentir que existe uma pessoa que me faz tão bem.

Ás vezes acho que você parece não se importar, ou simplesmente achar exagero.

Gosto de você. Acho que isso é o bastante para eu sentir falta.

Ou simplesmente ter um sonho e acordar desesperada querendo que acontecesse.

Mas no sonho existia outra menina que te beijava.

Senti ciúmes...
Senti raiva de mim por ter sentido ciúmes...

Mas queria você.

No sonho você me dava tudo que eu queria.
Você simplesmente se tornava mais que meu.
Mas, foi só um sonho.

Então, deitada no sofá, olhei a pulseira no meu braço e desejei você, mesmo longe ou, mesmo que talvez, você estivesse pensando em mim nem que seja um pouco, por um pequeno momento.

Desejei você mais. Então, para tentar dispersar um pouco disso tudo..
Vim aqui, ouvir música e escrever para você. Mesmo que você não vá ler, porque eu, tenho uma tremenda vergonha de te mostrar.

Porque mesmo com todo esse tempo, não sei o que você sente ao ler o que eu escrevo, ou se quem sabe, se importe.”

(Maria de Lourdes - Segunda-Feira ás 13:50)

O espetáculo...





 “E era nada mais que um lugar mágico para os dois, mesmo sendo muito frequentado, nada mais importava ao redor além dos desejos que transpareciam dos olhares cativantes deles. Era tudo extremamente fora do comum, para simples pessoas que apenas se gostam.
   
  E num sentar vagaroso, Num movimentar-se bem distante por causa do vento, a praça, tão bela quanto eles, alinhava-se na forma mais, supostamente, perfeita para o casal que ali habitava.
   
  Algumas árvores ao redor. Alguns bancos em torno; aonde pessoas riam e brincavam surpreendentemente e não tinham a atenção dos dois. Sem falar no céu, que fazia tudo ir ao esplendor da vida com a sua lucidez num azul alvo cheio de estrelas que ao seu meio um astro de jeito amoroso e textura branca brilhava, fazendo com que a paixão dos dois aumentasse.
   
  E ali se tinha o mais lindo dos cenários que focava nos personagens principais aonde faziam sua melhor cena. E eles sorriram... Sabiam o quanto todos ao seu redor, e até mesmo os astros mais belos, os admiravam, e ajudavam, fazendo com que aquele momento fosse mais que perfeito. Fosse inesquecível aos olhos de toda criatura presente.”

O pior sentimento...




"Até para dormir foi difícil. Sem seu abraço ou um boa noite por sms. Revirei-me na cama até perceber que deveria ir dormir rapidamente, pois o dia seguinte seria difícil, mas pensei em você e isso me acalmou.
  Dormi e acordei na esperança de um sms seu de manhã. Me afligi percebendo que não recebera nada. Não lhe mandei nada também, apenas esperei, com medo, aflita, em desespero.
   E antes das 8 hs, lhe enviei uma mensagem te desejando "bom dia', mas nada de um sinal seu. Matei-me por dentro, me desesperei, meu medo aumentou. Nunca pensei que sentiria isso novamente. Meu mundo estava longe de mim. Estava naquele momento perdida num mundo desconhecido sem meu farol para me clarear.
  Minha mente me dava mil possibilidades. Meu coração era acelerado sme minha vontade fazendo meu sistema nervoso se descontrolar. Tudo escureceu...
  Não sentia mais você mas tudo me fazia lembrar.
  Comi frango e lembrei que gostavas mais disso do que de carne. Mordi uma melancia e lembrei como eras viciado nela.
   Senti você por um momento, mas você se foi dando lugar ao meu medo.
   Então desmaiei. Vendo tudo escuro e pensando em você por último novamente antes de cair.
  A dor não se dissipava... A saudade aumentava e o medo era o mundo em que eu agora habitava."

(Maria de Lourdes)

Sem a mesma dor...



E não venha sem nada. Se vier traga todo o seu amor de antes. Não é que eu te quero só por causa desse amor, mas é o certo, não é?

Porque eu não quero ser a má, a ciumenta, a chata, a mandona e a menina idiota novamente. Quero que tudo que ocorra seja melhor do que antes.

Não sei você mas tenho uma saudade enorme de tudo, mas não podemos repetir tudo novamente do mesmo jeito já que acabou.

Tem que ser diferente.
Tem que ter todo o calor que não teve.
Tem que haver o seu amor além do meu.
E principalmente tem que ter você.

Mas isso não vai depender de mim, mas sim de você. Não que eu tenha cansado, mas acho que o que você se tornou não faz jus ao que eu me tornei.

Eu mudei e não percebi e foi pra melhorar ao contrário de você.
Sei o que é amor e sei o que é amar. Já sabia, mas agora não preciso correr mais atrás de quem me larga por estar cansado de mim.

Porque agora, mesmo que eu chore todos os mares e mesmo que eu sofra todas as dores de cada pessoa existente, não andarei, nem que seja lentamente, o seu caminho seguindo seus passos para que você me ame outra vez. 

Sem razões...



E eu nunca tinha deixado de amar você, eu só deixei de lado e fiz de tudo para tentar tirar você do meu coração. Não me lembro se funcionou, mas algo sempre tinha que ter você.

E olha, eu nunca pareceu de sentir saudades, nunca parei de, mesmo que ás vezes, falar ou pensar em você.

Mas você não sabe quantas noites eu passei desejando que você me ligasse novamente e me dissesse que sentia saudades e que me amava e só precisava de mim para sorrir.

Você não sabe por quanto tempo eu ainda continuei dizendo que te amava e que se você viesse ao meu encontro, me abraçasse e falasse que me amava eu largaria tudo novamente por você.

Mas você não veio.
E eu fiquei agoniando de dor e angústia por quatro meses. Só dependendo de outros para me fazerem alegre. Mas ninguém conseguia me tirar os sorrisos seus. Ninguém sabia como agir comigo. Ninguém me desprezava de tal forma tão sua a ponto de me fazer chorar.

Então eu decidi me deixar ir e dar chance a alguém que sempre tentou tirar sorrisos de mim. E começou a conseguir. E não parava. Então eu percebi. Ele me faz bem.

Dei uma chance mas sabia que não iria para frente. Mas por não saber o porquê, você surgiu. Com abraços e palavras de fraternidade. Com gestos amorosos.

Mas vá embora é o que eu peço.
Ou fique para sempre é o que meu coração ordena.
Mas eu não posso largar alguém que faz de tudo para me fazer feliz por alguém que se foi sem ao menos me importar de como eu ficaria.

Eu não deixei de te amar nenhum segundo da minha vida. Mas isso não quer dizer que eu queira voltar a ser como era antes.

Eu não quero que doa em alguém que me ama a mesma dor que doeu em mim. Pelo contrário... Quero fazer essa pessoa feliz de um modo que você não conseguiu me fazer.

Minha alegria de cada dia....


  
  
   E eu ainda quero entender todo esse bem que você me faz. Não consigo entender e não consigo aceitar. Estou apaixonada por você. Simples assim. Pior que não é mesmo que possa parecer. Você, nesses momentos de vida, se tornou um tudo no meio do meu todo nada.

  Queria deixar tido pra lá e dizer que toda essa paixão existe, mas ainda há uma força que me prende. Você espera? Diz que espera. Eu prometo não te largar. Eu te amo, sabia? É fatal tudo isso e e tão emocionante que me dá medo.

  Mas eu só não quero dizer para mim mesma que me apaixonei novamente. É difícil, por mais incrível que possa parecer. Mas nunca disse que não te amo muito menos cheguei a dizer que te amava desse jeito.

  Mas quer saber? Todo esse bem e esses sorrisos que você me traz são uma amostra de todo amor que você tem por mim e que me faz te amar mais que o normal.

Novos sonhos...



  Então eu percebi que você era tudo que eu precisava. Mas eu não enxergava isso mesmo que desejasse você e tudo ao seu redor. Eu sentia ciúmes, eu sentia saudades, eu sentia amor. Mas, na minha visão de vida, isso não era tudo que importava.

  Eu precisava largar tudo. Largar o orgulho, largar o passado, largar tudo de ruim que fazia eu me distanciar de você. Eu tinha que querer apenas você. Apenas seu carinho, seu amor, sua vida, seu tudo.

  Mas eu parei um minuto e percebi que você parecia uma cópia da perfeição que eu tinha. Ele era assim comigo como você é hoje. Carinhoso, engraçado, amigo... Mas eu acreditava nele com todo o meu poder adquirido após levantar de tantos tombos na vida. Em você eu não consigo acreditar em nenhuma palavra por causa dele.

  Ele era perfeito até o ponto em que prometeu voltar e não voltou. Como se uma mãe prometesse ao filho que só iria ali e voltaria em poucos minutos e nunca mais voltasse ao seu encontro. E eu me senti assim, uma criança infeliz, sozinha e deixada por quem eu mais amava.

  Mas eu não quero ser mais essa criança. Quero, simplesmente, que eu reconheça todo esse seu amor por mim. Que eu possa acreditar em cada palavra sua. E que eu possa resolver e esquecer toda aquela angústia que ele deixou pra mim.

  Quero poder andar de mãos dadas com você. Quero que perguntem se estamos juntos e eu, com o maior sorriso do mundo, diga que sim. Quero poder acreditar em um para sempre. Quero poder chamar a sua mãe de sogra. Quero fazer planos para o futuro deitada na cama ao seu lado. Quero sonhar a noite que tivemos filhos lindos. Quero, principalmente, te amar sem ser apenas uma amizade. Quero tirar tudo de ruim e começar uma história, de páginas brancas e perfeitas, só nossa.

Dia diferente...



  E eu pensei que jamais passaria um dia inteiro assim desde o momento em que acordei. Sendo que já comecei mal acordando tarde demais para o meu despertador cerebral. Já eram meio dia e dez e a minha vontade de levantar da cama, por incrível que pareça, não era nada saudável.

  Eu não tinha vontade de nada. Absolutamente nada, muito menos comer mesmo que a fome estivesse me fazendo quase ter vontade de correr até a cozinha e fazer algo para comer rapidamente.

 Hesitei por um instante. Olhei o relógio novamente. Eram meio dia e quinze e a vontade de levantar e encarar um dia longo e presunçoso de chuva e choros, novamente, não me agradava em nada.

  Levantei sem querer acordar ninguém. O dia estava nublado e eu deitei rapidamente no sofá. Queria voltar para a minha cama, mas não estava com sono algum e saberia que se eu forçasse sono acordaria irritada comigo mesma depois.

  A fome apertou e fui para a cozinha. Comecei a fazer algo para comer até que ouvi o barulho da porta do quarto da minha mãe. Ela acordou. Não falei com ela mesmo que ela tenha vindo me dar um beijo de bom dia ou boa tarde, não sei. Hesitei e só disse sobre meu pai, mas sem nenhuma proximidade.

  Não queria falar com ela de modo algum sobre nada nem ninguém, muito menos o que havia acontecido noite passada. Eu já tinha chorado o bastante e mesmo que eu ficasse trancada o dia todo não queria dirigir nenhuma palavra a ela.

  E o dia se passou e eu sem dizer nada. Ainda estava de pijama e tinha que tirá-lo para tomar um banho e massagear meu pé e enfaixá-lo como comecei a fazer desde que o tinha torcido. Não hesitei em fazer nada, continuei do mesmo jeito. De pijama, cabelo bagunçado, sem falar com a minha mãe e no computador vendo e revendo as redes sociais e tentando arranjar algo para fazer.

  Então minha mãe se foi trabalhar e eu esperava meu pai chegar para que uma decisão do meu dia fosse tomada rapidamente. Sendo que já eram quase quatro horas da tarde e nada dele, e eu precisava decidir tudo. Se iria para a festa ou não, se ficaria em casa ou o que aconteceria comigo depois.

  Enfim, a decisão foi tomada quando meu pai ligou para mim. Eu não sairia de casa. Já estava chorando, Deus sabe lá o por quê, e minha mãe ligou novamente me irritando. Pra quê... Toquei em tal assunto e ela desligou na minha cara.

  Tudo bem. Depois continuaram ligando. Não importava mais mesmo. Eu já não iria mesmo. O que faria do meu dia? Nada, exatamente isso. Nada de nada. Mas isso não era da minha natureza. Não era normal para mim. Eu tinha que fazer algo. E esse algo não era passar o dia todo deitada no sofá.

  Não deu outra. Quando percebi já eram oito horas da noite e eu tinha passado o dia todo coberta pelo meu edredom lendo um livro e de vez em quando parando para ver algo na TV para descansar a mente daquele livro que até que me prendia um pouco.

  As horas foram se passando. Assisti um filem aqui e ali. E de repente, cochilei sem hesitar ou pensar que não devia fazer tal coisa por que não dormiria a noite. Mas acordei rapidamente e continuei a ler o livro. Chorava a cada frase lida mesmo que meu choro não tinha nada haver com aquele livro. Mas não sabia o motivo.

  Então percebi que tudo o que acontecera e o que estava acontecendo se juntou em meu coração e começou a transbordar pelos meus olhos. Chorei a soluçar sem hesitar nem tentar parar. Me cansei e fui assistir TV.

  Não entendia o por quê daquilo mas desejei sentir o abraço da pessoa que mais me fazia sorrir naquele momento da minha vida. Ele era verde. Não, não era um ET muito menos um alface ou algo assim. Ele era uma pessoa especial para mim e mesmo que eu tivesse ligado para ele e ouvido sua voz não tinha adiantado.

  Eu esperava um abraço. Mas não podia sair de casa. Estava presa pelos meus choros, minha dor, até que suportável, no pé e uma vida tão sedentária que eu arranjei nesse dia.

  Chorei novamente atrás de todo amor que ele me proporcionava. Senti saudades de tudo. Mas, principalmente, sentia saudades daquele ser que um dia me fez sentir ser uma princesa, um dia todas nós, mulheres, conseguimos nos sentir assim. Mas minha vida de princesa tinha acabado me tornando uma bruxa ou entrando em coma legal mais que a bela adormecida.

  Até que não era tão ruim. Mas eu nunca desejei tanto ter algo para fazer nesse dia. Acordar tarde e passar o dia todo de pijama, lendo um livro, vendo vários filmes e comendo e dormindo não era pra mim. Eu, necessariamente precisava de algo ou alguém para me fazer, com um beijo ou sei lá o que, acordar após, não cem anos adormecida, mas de um dia sem entender nada da vida, sem sair de casa ou sem ao menos receber uma visita. 

Palavras simples... Palavras frias.



  Eu só não quero cair de corpo, alma e coração em algo que eu sei que não vai dar certo. Não é que eu não confie em você, eu simplesmente não consigo acreditar em nada. Não porque eu queira, mas sim porque meu coração não quer.

  E assim voltamos a aquela frase clichê “Não é você, sou eu”. Não quero dizer isso nunca, mas também não quero ficar calada e te iludir como se você fosse um nada. Não que você seja tudo, mas você é algo na minha vida, só não estou afim de te colocar no topo.

  Por que isso? Porque tem que ser assim. Sou orgulhosa e você sabe muito bem disso. Me fecho e fico de cara feia por qualquer coisa que seja relacionada a relacionamentos e principalmente ao amor.

  Não é que doa. Até que dói um pouco tanto demais. Só que eu deixo de lado dando lugar a minha frieza e ao meu lindo e maravilhoso orgulho. Ele sim faz parte de mim e nunca mais tirarei ele da minha vida. Conseqüência causada por coisas que pessoas fizeram sem ao menos perguntarem se podia.

  Não é que a culpa seja sua, voltando a repetir. Mesmo que as vezes você fale coisas que eu finjo que acredito. Não, eu não minto para você, eu apenas não quero contar as coisas detalhadamente porque você é fraco demais para as minhas palavras frias e fortes. Não suportaria de ver triste por coisas tão simples para mim e tão estrondosas para você.

  Mas vou te pedir uma coisa... Não se jogue tão forte e tão amoroso assim para cima de mim, uma menina que já cansou de caras como você. Eu posso, a qualquer momento, te virar as costas e te mostrar que nem tudo na vida é tão fácil quanto possa parecer. Você está apenas como um aprendiz para mim e um experimento  sem nem boas nem más intenções.

  Apesar de que eu já cansei de jogar palavras um tanto que frias para você, e simplesmente no dia anterior você só desejava me amar como se nada tivesse acontecido. É e eu observo isso sempre, por isso digo que por essas e por outras atitudes, para mim, você é só mais uma pequena crianças apaixonada sem motivos nenhum para querer tanto uma pessoa que você apenas acha que ama.

  Então, quando você for falar comigo novamente dizendo palavras bonitas e o quanto me ama ou simplesmente me prometer que jamais sairá da minha vida e que sempre vai estar ao meu lado ou que você é só meu e que sou a única pessoa que você faria sacrifícios como passar a noite toda acordado preocupado comigo... Saiba que eu jamais levarei fé em tudo isso até que se prove o contrário.

  Me desculpe, de verdade. Mas faço isso, especialmente, para que você pare para observar e cresça muito mais na mente e no coração do que na idade e no corpo.

  E olha que você quase me teve, só pra te mandar a real. Eu estava a ponto de me entregar porque o seu amor começava e me deixar calma e feliz. Com ligações, palavras, gestos e coisas que eu sempre busquei e quando consegui ganhar perdi.

  Só que às vezes eu acho que você é mais uma ilusão que eu crio do menino do meu passado. Aquele, que como eu já disse, foi o meu grande amor. Na verdade, não deixou de ser, mas já que ele se foi que fique as lembranças e o amor frio e orgulhoso no coração.

  Mas eu acho que isso aqui está grande demais. Eu sei lá, talvez não acabe ou acabe logo de vez para que tudo fique pior do que já está ou melhor, não se sabe. Só quero que você saiba que quase chegou a me convencer de te amar. Mas não dá, simplesmente não dá. Não agora, entende?

  Sinceridade? Eu amo você, sabia? Amo muito. Mas hoje, e ultimamente estou querendo jogar esse amor pro alto e ver se alguém agarra para poder te amar do jeito que eu no amor. Enquanto isso eu, minha frieza e meu orgulho vamos viver andando e esperando a nossa vez num mundo aonde todos nos entendam.

20° - O Final...



E ela, com a sua máscara de belos sorrisos falsos, virou as costas para todos aqueles que decidiram amá-la. Sorriu. Tirou a máscara e jogou-a tão longe quanto pode.

Lágrimas rolaram sem a vontade dela, e sua expressão maléfica sumiu dando lugar a uma tristeza plena em seu rosto pálido e gélido.

Ela era linda daquele jeito. Linda e belíssima de pele pálida, olhos profundos, cabelos negros e gestos mortais.

Se foi. Não por que quis. Mas porque não existia mais nada além da sua solidão e da sua dor. Ela morrera, só que por dentro. Não que sua vida não tinha mais nenhum sentido. Ela só não arranjara motivos para continuar a caminhar na mesma estrada de solidão.

Sorriu? Sim. Não por estar feliz, mas pro saber que a pior parte havia acabado. Continuava linda, mesmo com esse sorriso que transmitia dor e sofrimento. Mas a verdadeira felicidade ninguém chegou a descobrir.

Ela era fria? Às vezes. Só quando precisava. Por isso, esse tal amor e essa tal felicidade, todos, inclusive sua única paixão, nunca tentaram cavar o máximo para descobrir como ela era linda e amorosa por dentro.

Então ela seguiu. Pelo mesmo caminho, pela mesma vida, pela mesma virtude e pelo mesmo talento... Seu orgulho, que a fazia ser assim, desse jeito único e belo que ela tanto se mostra.


(The E.N.D - Maria de Lourdes)

19° - Sonho...


  
  E ela não entendeu nada quando acordou. Estava ofegante, com os cabelos bagunçados e sem sentido nenhum na cabeça, no coração e no corpo. Ela respirou fundo, levantou da cama e foi até o banheiro. “Espelho, espelho meu”, ela disse. E refletiu sobre o seu reflexo bagunçado naquele espelho quase rachado.

  Ela se arrumou rumo a uma manhã de sorrisos e uma tarde de mais sorrisos ainda. Mas ele não estava lá. Quem? O mesmo ser de seus sorrisos cintilantes. Ela olhou para um lado e para o outro. Nada. Seguiu rumo ao seu destino. Bom dia! Mais um dia.

  Ele analisou tudo. Nada fazia sentido. Seu coração palpitava por algo e alguém que ela nem sabia se existia. Mas seguiu seu dia. Resolveu ignorar a pessoa real de sua vida. Por que? Ele atrapalhava. Isso que disse o sonho mostrando a realidade.

  Mandou mensagens. Sem respostas. Voltou a mandar. Desistiu. Ela decidiu não vê-lo. Por que? Motivos do sonho que lhe mostravam a vida real. Sem nada entender. Seguiu seu dia. Ignorou-o. Era preciso. Não queria chorar, mas chorou. Por ele? Pelo que não existia na sua vida real. Mas ela sabia que ele existia em seu coração.

  Ela sorriu. Era loucura toda essa força. Mas precisava fazer algo. Era como se esse real atrapalhasse toda a sua vida e não deixasse esse do sonho entrar. Mas ela não podia largar ele desse modo, podia? Não. Era injusto. O magoaria. Mas seu orgulho, ferido como sempre, não ligava.

  Ela tinha um princípio... Fazê-lo amadurecer. Precisava disso? Precisava de muito mais. Mas era amiga desse da realidade. Ela o queria bem e o queria perto dela. Mas não queria um menino, mas sim um homem.

  Só que era preciso algumas coisas mudarem. Ela teria que decidir. Tirá-lo da vida dela e esperar esse do sonho que mal sabia se existia ou não. Ou simplesmente deixá-lo aí e esperar com que esse ser de um sonho nada normal aparecesse. Ela só queria esse alguém para amar. Mas uma coisa ela sabia... Amava alguém em todo esse meio.

18° - Maldade...


  
  Ela tomou o orgulho, por si própria. É a primeira coisa que sempre faz. É por que quer? Não e sim. Ela adquiriu isso e nunca consegue vencê-lo até o dia em que alguém enfraquecê-lo. Ela sorriu e seguiu a frente. Recuou...

- Não fique chateado está bem?
- Eu vou ficar e você sabe disso.
- Não há motivos e você sabe disso.

  Ela se virou e foi sem hesitar e nem olhar para trás, ao menos pediu que ele a levasse até o portão de sua casa. Mas ele não era obrigado, certo? E ela, não era obrigada a tal procedimentos pedidos a ele. Ela foi e puta da vida mandou uma mensagem vinda do coração e de seu orgulho. Ele ignorou. Ela ignorou duas vezes mais.

  Mas seu coração pediu para amá-lo, mesmo do jeito que estava. Seu corpo o desejava mesmo que ela o renegasse. Sua mente pediu que ela ligasse para ele e dissesse que o amava. Sua alma pedia metade da dele novamente. Ela soluçou. Um choro se preparava para vir. Ela respirou novamente e sorriu. Olhou para o alto e ignorou ele e o resto dos sentimentos sem ser o ódio. Seguiu em frente.

  Ela era assim e não sabia de quem era a culpa. Nunca quis magoar ninguém, muito menos magoá-lo, mas toda essa fortaleza de ódio, orgulho e sofrimento criou essa brutalidade que todos chama de Lua. Ela era. Os seus cabelos representavam toda a mudança. O seu olhar mostrava o brilho que se apagara transformando-se em ódio. Seu caminhar mostrava poder, ela tinha, isso todos sabiam. Suas palavras? Ah, elas representavam a menina que poucos conheciam.

  Então ela apenas mostrou para ele o pouco dela e o que eles eram. Sem afeto? Não exatamente. Sem amor? Talvez na amizade. Ela só não queria... O que? Ela não sabia o que queria e o que não queria. Ela deitou-se e desejou ele mais uma vez. Ignorou. Foi forte. Mas deu uma recaída e sabia que não dormiria sem ouvir a voz de seu ser angelical.
- Alô?
-Oi..
- Lua?
- A própria.
- Motivo?
- ......

  Ela desligou novamente. Era o que precisava. Apenas a voz dele e uma noite de sono sem pensar em mais nada e em mais ninguém. Ela sorriu. De alegria? Não. Um dos seus melhores sorrisos. Aquele sorriso que esconde tudo que ela sente. Seu sorriso de ódio, solidão, angústia e o principal... Poder.

17° - Diferentes mundos...


  

  Ela só quis sair daquele mundo. Não era pra ela. Não combinava com ela. Era tudo tão perfeito demais e tudo tão normal demais. Não conseguia mexer com o seu interior e nem o exterior. Estava impaciente. Gritou por dentro e pediu ao seu cérebro que a desligasse por algumas horas. Era preciso.

  Mas por que ela estava ali mesmo? Ah, sim, ela se lembrou. Era por causa das novas pessoas da sua nova vida de menina mulher. Ainda era insuportável mesmo que os sorrisos parecessem tão reais e verdadeiras. Era tudo mentira? Não exatamente. Ela só não conseguia, de jeito nenhum, se encaixar naquele local tão normal e tão indiferente.

  Mas ela parou pensar no motivo de não se encaixar naquela vida de gente tão normal e tão mais motivada que a sua. Ela sabia? Sabia sim. Não era só uma coisa, eram várias. Além da classe média o seu jeito de, ainda, menina moleque não agradava há muitos. Ela era estranha? Não, era diferente. De que jeito? Do melhor jeito que se assiste e só aquelas pessoas que não percebiam.

  Até que então ela foi no seu mundo e se sentiu em casa novamente. Ela sorriu, e não era aquele sorriso que ela tinha dado no outro mundo, era o melhor sorriso dela. Aquele sim era seu sorriso de verdade. Era o único sorriso sem mentiras e sem vergonhas. Aquele era o sorriso que mostrava a todos quem ela realmente era.

  Então ela percebeu que não precisava daquele mundo mesmo que algumas pessoas tentassem levá-la para lá pra sempre. Ela só precisa desse mundo, do seu melhor mundo. Ela percebeu, hoje, que era feliz nele. Pois essas pessoas do seu mundo são iguais a elas. Tanto na classe como no jeito e nas loucuras. Eles eram a sua felicidade... O seu maior orgulho.

  Ela se sentia ótima, sabiam? Ela não precisava de mais nada além deles ao seu lado como antigamente. E isso está voltando. Ela está correndo atrás. Porque ela percebeu que nunca deixou de ser só deles. Ela só se afastou por momentos pequenos e irritantes em sua vida. Mas não foi preciso. Hoje ela teve a certeza de que nunca deixou de estar nos corações deles, pelo contrário, ela nunca saíra de lá, ela só crescera mais e só para eles.

  Por isso ela não decidiu escolher um dos dois. Ela precisava? Não exatamente. Estava em dúvida? Talvez não. Mas Ela não seria feliz se não tivesse voltado para o seu único mundo, porque o outro não a recebia tão bem. E ela precisa dos seus sorrisos e da segurança, que eles do seu único mundo, passam a ela.

16° - Menina mulher...


  
  E hoje, de acordo com todas as notícias mandadas, ela a menina com o seu jeito diferente não passou por bons momentos na sua tarde. Foram muitos pensamentos que fizeram-na refletir sobre tudo e querer mudar mais e mais.

  Ela já estava com dezessete anos e não parecia. Era uma menina linda e não parecia. Mal parecia uma menina. Era difícil para ela? Passou a se tornar. Pelo simples fato de estar crescendo e os pensamentos e jeitos de menina mulher deviam acontecer.

  Antes isso tudo era mais que normal. Todo esse jeito, sabem? Esse jeito de menina moleque. De menina que não liga para o que os outros vão dizer dela. Esse jeito diferente das meninas normais. Ela gostava, sempre gostou. Ela nunca gostou de chamar atenção.

  Nunca quis batons vermelhos nem roupa colada. Nunca quis usar salto nem quis seus cabelos soltos a todo o momento. O seu melhor era esse. Andar de chinelo e bermuda. Blusa solta e cabelos presos. Essa sim era ela. Nada de unha pintada pra cá, maquiagem pra lá e andar com outras menininhas ali.

  Mas tudo mudou. Ela tinha que crescer, não é? E cresceu. Mas pra que? Ela não poderia continuar sendo aquele moleque para sempre? Não podia. Já estava na hora de ela mostrar a grande menina mulher que existe dentro dela. Ela tinha que tentar pelo menos. Ela precisa largas suas sapatilhas e calçar o seu maior salto.

  Ela conseguiu? Está tentando. Mas essa mudança precisa ser devagar. Se for brusca do jeito que ela deseja, vai dar merda. Todos estão acostumados com a Lua que mal brilha a noite. Ela precisa querer mais também. Só que a sociedade é malvada e está complicado para essa menina moleque mostrar a sua grande menina mulher.

15° - Orgulho...


  
  E ela parou para analisar aquela “choradeira” toda dele. Não tinha motivos. Ele gostava dela? E daí? Ela disse desde o começo como seria. Não tinha paixão, apenas beijos e carinhos, então porque ele ficava daquele jeito? Não tinha motivos, ou tinha?

  Ela só teve que ir embora, nada demais. Ela tentou, sabe, tentou ser carinho e fazer com que ele parasse com aquela manha, mas não deu. Ela ficou quieta. Fria? Estava quase lá.

  Mas algo, que eu não sei o que deva ser, não a deixou ignorá-lo. Paixão? Sabia que não era. Apenas não queria magoá-lo porque sabia que com todo o orgulho que criara acabaria sendo muito ruim com ele e isso doeria. Ela já sentira isso? Muitas vezes.

  Então ela apenas escreveu palavras confortadoras para que aquele rosto de tristeza saísse, mesmo que o sue orgulho que criara a fizesse ser fria como de costume. Não o fez. Ela sorriu? Mais ou menos. Ela tentou esquecer, mesmo que a raiva a consumisse de tal maneira tão assustadora que ela resolveu escrever.

14° - Despedida...



  E foi apenas um “tchau” que a fez sorrir ao ir embora naquele momento. Um tchau qualquer? Não. O tchau dele. Daquele menino mais branco que ela, mais alto que ela, mas magrelo que ela e de aparelho que chegara a cintilar em uma luz forte.
  
  E estava frio naquele momento, ele poderia ter abraçado-a. Mas mesmo perto dela a distância parecia maior. Do outro lado, sacam?  Ele mexia no celular como se mandasse muitos sms’s. Ela desejou um para ela. Não veio. Se inquietou.
  
  Ela tremia de frio cada vez mais. Ouvia música e cantava no mais alto silêncio daquela estação. Ele, branquinho e bobo daquele jeito, olhava de tempos em tempos para ela. Como ela sabia? Olhava sem nem saber o por quê. Sorriu! Motivo? Ele deu um “tchau” sem querer por querer. Ela sorriu, levantou a mão e acenou com a mais pura felicidade nos olhos. Motivo? Não sabia.
  
  Ela desejava? Desejava algo que não se podia ter. Ele? Não se sabia. Talvez um sorriso ou um abraço quente e apertado naquela estação fria e sombria para ela, uma menina medrosa e quieta.
  
  Tchau. Ele deu mais uma vez. Ela? Levantou a mão, sorriu e ficou olhando com o sorriso no rosto maior que tudo naquele momento. Até que não deu mais para olhá-lo e sorrir. Ele se foi. E ela, com o coração alegre e cintilante, como o aparelho dele sobre a luz, esperou até a sua vez chegar.
 

Enxergar...



  "E se as pessoas fizessem que nem eu e olhassem para dentro de seus olhos, talvez elas se apaixonariam como aconteceu comigo. E se essas mesmas pessoas se aproximassem de ti do mesmo modo que aconteceu comigo, talvez elas não conseguissem mais viver distante de ti como aconteceu comigo.
  
  Quem sabe, se essas pessoas por aí resolvessem te conhecer do jeito que eu conheço e se aproximassem demais dessa pessoa maravilhosa que você é... Talvez eu ficaria para trás, e você, mostraria mais de ti para essas pessoas. E talvez se essas pessoas começassem a te olhar do mesmo modo que eu, através de seus olhos em direção ao seu coração... Quem sabe elas não resolvessem te amar como eu fiz. Você seria feliz, não seria?
  
  Quem sabe se um dia alguém posso olhar diretamente nos seus olhos, sentir seu coração e dizer que seu amor é somente dela. Isso tudo um dia pode acontecer no momento em que alguém te olhar profundamente nos olhos e descobrir que por baixo de um menino com o corpo bruto existe um homem mais sensível que uma pétala de rosa mais forte e decidido que qualquer um."

-- Meu Colorido

13° - Pequeno segredo...



  Ela, um dia desses, olhou para a pessoa que hoje tira sorrisos de seu rosto e desejou beijá-la intensamente. Beijou.
Mas, com esse beijo ela desejou dizer que o amava. Disse.
 
  Só que, por um impulso não muito impulsionado e por uma vontade vinda de não se sabe aonde, ela desejou ser dele. Apenas dele. Amá-lo e tê-lo para sempre. Ela só desejou ser a única menina dele, a sua namorada.

 Ela não quis dizer. Não quis fazer com que ele pedisse. Apenas parou e ficou olhando para aquele rosto que continha o melhor sorriso metálico. Sim, ele usava aparelho. Tinha colocado a pouco tempo, e ela não parava de desejar seu sorriso.

-  Lua?
-  Oi...
- Posso te amar?
- ...

  E por uns segundos a fins na sua mente ela quis dizer que sim. Quis mostrar para ele que ela ainda podia amar alguém e esse alguém era ele. Mas não. Ela, mesmo querendo e desejando muito, não queria ser dele nem ao menos poder chamá-lo de seu.

  Ela não queria sofrer mais nem fazê-lo sofrer. Só por causa disso? Não. Mas também por motivos desconhecidos que até ela mesmo desconhece. Mas isso não esconde o fato dela o querer e fingir isso por muito tempo.

12° - Perdão...


  
  E ela, sem perceber nada, se afastou do seu motivo de crescimento na vida. Ela não percebeu nada. Só se foi, com os olhos vendados, puxada por alguém ou algo que queria esse afastamento.

  E mais uma vez ela não olhou em volta e não olhou para trás. Então não se ligou naquele ser que faz de seus sorrisos os verdadeiros. O ser que consegue fazê-la esquecer dos problemas e sorrir porque a faz feliz.

- Me perdoa?
- Promete não ir mais, Lua?
- Prometo, Sol.

  Estava resolvido? Não se sabe. Ela só queria Poder ver o rosto da única menina que ela amou desde que a conhecera. Ela a fazia feliz... Tentava pelo menos. E a deixava brilhar quando se recolhia depois de suas noites de astro lindo.

  O seu perdão não era a melhor coisa naquele momento, pois a melhor coisa era ver a sua melhor menina sorrir depois de lágrimas escorridas e divididas com ela.

  Então nesse momento foram palavras e mais palavras. Brilhos nos olhares. E alguns sorrisos direcionados a cada uma. A promessa? Será cumprida. Porque quando se ama as promessas e decisões são feitas. Por que? Por causa do amor.

11° - Menina má...



- Lua?
- Oi.
- Tudo bem?
- Tudo, por que?
- Só perguntei.
- Está bem.

  Ninguém nem ela mesma a entendia. Ela estava diferente por causa de pensamentos aleatórios em sua mente conturbada. Em certos momentos a alegria explodia em seu coração, em outros, a raiva eclodia de um mundo só dela.

  Ela não se entendia e não queria de jeito nenhum. Longe de tudo e de todas a menina de antigamente resolvia voltar. A menina de antigamente? Revoltada. Ignorante. Insensível. Fria. E que sempre odiou as pessoas que hoje, ela fala.

  Ela simplesmente repensou em tudo o que foi e o que é hoje. Ela não gostou muito. Queria seu orgulho e sua brutalidade de volta. Queria sua revolta e sua raiva. Ela até que era “feliz” desse jeito. Não ligando para ninguém e nem se importando com nada.

  Até que numa noite dessas ela, deitada na cama, parou para pensar nisso direitinho. Ela desejou mais uma vez. Andar feito um moleque. Ser bruta novamente. Sorrir só quando for necessário. E sua frieza? Ah, a sua frieza era a melhor parte. Ela amava ser fria, sempre gostou.

  Agora ela está indecisa, porque sabe que essas pessoas de hoje que são suas amigas já foram suas piores inimigas mortais ao ponto de ignorar até o último momento. Ela desejou não ter as conhecido nem começado a ser amiga delas. Ela só quis voltar. Voltar tudo. Ignorar e passar a ser fria.

  Ela quis a sua maquiagem negra. Seus cabelos vermelhos soltos ao vento. Sua calça e seu tênis surrado e uma vida inteira para fazer da vida deles o inferno. Ela desejou o mal de volta e o inferno em suas mãos. Ela sorriu, mesmo indecisa, e pediu que aquela menina voltasse para a sua vida.

10° - Lembrança...


  
  E ela acorda com a sensação de feriado e lembra que nesses dias era dia de vê-lo e passar a tarde toda ao seu lado. Ela sorriu ao lembrar das cenas. Sorrisos no meio das implicâncias e das brincadeiras bobas que só eles entendiam. Sentiu saudade.

- Bom dia, bebê.
- Oi? Quem fala?
- Bom dia meu bebê.
- Oi?

  Ela desejou que fosse ele, mas a voz não parecia ser a mesma. Mas vai saber, ela não escutava a voz dele a muito tempo, então era irreconhecível. A fez bem? Digamos que a fez lacrimejar.

  Ela resolveu se levantar. Cansou de ficar na cama, deitada, olhando para o teto. Sorriu. Tinha mais um dia tedioso pela frente. Era véspera de feriado e mesmo assim não teria aula.

  Saiu do quarto e percebeu que estava frio demais para seu corpo tão frágil. Ela voltou para a cama com rapidez, se cobriu e abraçou seu ursinho. Ela o desejou mais uma vez após tanto tempo sem nem pensar nele. Sua expressão se tornou solitária. Ela quis dormir mais uma vez para acordar e começar seu dia bem.

  Ela conseguiu? Não se sabe. Ela só ficou deitada olhando para a direção da parede e lembrando de como ele era quente nessas manhãs frias demais para ela.

9° - Amizade?



E tudo começou com uma amizade.
Nada de beijos nem afagos. Carinhos? Sempre!
Os melhores abraços, sabia?
Durante um longo tempo tinha isso. Abraços e carinhos.
Aquilo era uma amizade muito forte.
Mas o tempo foi muito longo que todo esse carinho aumentou.
Afagos e afagos. Abraços e mais carinho.
Ele exigia e ela também.
Aquilo era amizade? Não se sabia, até o primeiro ciúme.
Amor? Ela negava. Sempre negou desde o começo.
Até que um dia...
Um beijo repentino no escuro de um quarto, numa cama quente e macia... Ela se afastou, sorriu e não desejou mais nada.
Respiração... A dele? A dos dois.
Ela se aproximava, era involuntário. Quem pedia isso?
Seu coração, sua alma e seu desejo mais profundo.
O que aconteceu? Ela se entregou.
E depois? Depois era impossível parar.
Isso já faz um tempo.
E hoje? Hoje acontece a mesma coisa sempre que eles estão juntos.
Respiração. Aproximação. Beijos. Abraços e carinhos.
Como isso tudo se chama?
Amizade.

8° - Distância do amor...


  
  Ela tinha colocado isso como meta de vida mesmo que soubesse que era complicado se livrar desse jeito carente e amada.

  Longe dele a sua meta continuava seguindo como todo o combinado desde o começo de um término doloroso. Ela só decidiu não se apaixonar mais. Saberia que não daria certo.

 Mas ela é rápida. Ela necessita de amor, de carinho e de alguém que lhe faça sorrir. Ele foi mais um? Não digamos assim, digamos que foi repentino. Mas ela não sabia se era paixão ou se simplesmente ele estava ocupando o lugar daquele que tinha deixado-a.

  Ela só não queria se apaixonar mesmo que já sentisse algo. Ela desprezava totalmente. Deixava de lado. Esquecia. Fingia tudo. Era fria do jeito que decidiu ser.

  Ela sabia que nada daria certo. Seria problemas demais. E o sue orgulho de menina mais velha não a deixava mostrar para todos essa sensação boa que ele a fazia sentir.

  Se ela é feliz ao lado dele? Ela não é feliz desde o começo daquele término. Ela só é alegre porque a fazem sorrir. Simples? É, assim mesmo.

- Lua?
-Oi.
- Posso amar você?
- Tente a sorte.

Ela nunca quis magoá-lo e não quer. Mas a frieza possui seu corpo e ela quer distância de paixões e de decaídas para esses amores. Esse é o desejo dela? Com toda a certeza. Ela está bem do jeito que está.

7° - Inesperado...



  Já era tarde para ela, mesmo sendo cedo demais. Era 16:30 de tarde e Lua saía da maldita palestra bem estressante.

- Alô, Lua?
- Oi.
- Já está indo embora?
- Já sim, por que?
- Passa aqui, pode ser?
- Passo sim.

  Sua animação não era das melhores, só que ela nunca consegue recusar um pedido sequer de seus amigos.

  Como sempre ela atravessou a rua, abriu o portão e com toda a monotonia, subiu as escadas, sem olhar para nada e vagarosamente em um silencia profundo.

  Por um susto exercido por ela mesma vê-se balões vermelhos, pessoas demais na sala, cartazes e sua “galerinha do mal”.

Surpresa!

Não se tinha reação apenas abraços e parabéns aqui e ali. Ela sorriu... Descobriu, então, que era uma festa, a sua festa.

- Leu os cartazes, menina desatenta?
- Não...

  Palavras lindas escritas desde o começo da escada. Ela chorou, e sem querer seu coração deu uma batida forte demais em seu peito que a fez respirar tão profundamente.

  Pequenos, simples e maravilhosos presentes. Uma carta. Frases. Bolo. O mais importante... Seus amigos.

- Sabia que o sorriso da lua é lindo?
- Não...
- Fique sabendo, Lua.

  Ela sorriu, era preciso, e desejou que não acabasse.

- Obrigada..

Todos sorriram. Foi a primeira vez que de algo tão maravilhoso. Pois é, hoje ela tem a certeza de que é importante para eles.